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O estranho rapto da borboleta amarela
O estranho encontro do tempo com o destino
O estranho caminho até a margem oposta
A estranha conversa dos dois pedreiros
A estranha ausência de quem prometeu
O estranho ninho na pedra
A estranha forma encontrada para sempre
O estranho sinal que desapareceu
A estranha idéia do vento
O estranho acordo entre ele mesmo
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A cidade estranha como um bicho acorda com a claridade, despertando aqueles que nela se apóiam e buscam sua própria animalesca identidade.
A noite a cidade descansa furtivamente desviando daqueles que perambulam encharcados de estranhas idéias.
O tempo decide as horas encontrando nos pensamentos as mais estranhas vontades e desejos. Manipula o movimento dos sons, freqüências ideológicas coaguladas na espera de cada ação, esperando um julgamento tímido e reflexivo.
A morte passa. O sol traz a novidade aparente das oportunidades. A luz informa as noticias do futuro, enquanto o homem faz seu leito no cotidiano.
Um a um, dez a dez, cem a cem. Mesmo ritmo e compasso. Muitas melodias vibrando na harmonia dissonante da ordem.
Há uma brecha mesmo entre o oxigênio e o hidrogênio. Aqueles de caem nela se viciam na capacidade de negar. Estes, persuadidos pelo medo, criam métodos para estudar a aparência do reflexo daqueles que tem certeza do que fazem.
De tanto mal já fugimos que nos desertos do passado as estatuas das certezas dos homens, enferrujadas, vibram nas freqüências leves. Somente ouvidas nos sonhos.
Inicio – meio – fim
Lugar – problema – solução
Idéia – vontade – realização
Estranho...
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