quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

ESTAR(mos) de volta

O homem constroi o passado
Do passado o homem planeja o futuro
E assim sempre permaneceremos modelando o que foi
E querendo reconstruir o que irá ser um dia

O que deixaremos para os outros.
Somos a memoria do que manifestamos

E a permanencia do que queremos mostrar
A amostra das nossas experiencias
São as obras dos genios.

Onde estamos? Porque vivemos?
Nos afeta o instante da dúvida?

O que sentimos e expressamos,
Faz parte da existencia dos que viveram antes de nós?
Será tardia a morada da ideia?
Será facil a solução dos enigmas?

Determinado é aquele que navegou
Diferente do aventureiro é o Incapaz é o que discorda.

Existe um lugar para os vivos?
Há a morada florida das nuvens?
Terá o castigo aquele que escolheu?
Outra parte da vida pode ser perdida?

Quanto tempo não estou aqui....

E quantos sonhos pensei serem o sono.
Meus adornos de pedra são os mesmos.
Tua pele se destroi com o sol.
É pulsante e amargo o tempo,
Que nos mostra a crueldade da morte.

É bonita e nojenta a busca
Que a vida prova na dor.

Quanto o manto tem de transparente?

Queira a magoa servir de desapego.
Terminar o verbo seria como amar o rei.
Fugir para a floresta não seria nada.
Eu em lugar de ti faria
O que tu faria por mim.

E nossos queridos pensarão,
Onde quer que estejam,
Que suas almas são as vestes da amizade
Da solução,
Da prova,
Do que foram,
Do que nem sequer sabiam, mas temiam.

E eu,
Desse jeito,
Te peço perdão.
Pois não tenho nada,
Muito menos com você.

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